domingo, 23 de março de 2025

O PRAZER DA ESCRITA



Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua Voz? (Provérbios 8:1)


Para se contemplar ou ser espectador de uma obra rara, você precisa ficar alguns segundos segurando sua visão até entender o que se está passando ou acontecendo no exato momento. O mistério do Universo é que todos somos espectadores formidáveis – isto é, pela fotografia, jornais, TV, álbuns e filmes. Afinal, qual é o mistério que estar por trás de nossa corriqueira mania de contemplar ou brincar de dar uma olhadela em tudo que está a nossa volta? Ao olhar com uma certa qualidade você vê que não está separado dessa realidade. Pelo contrário, você faz parte daquilo que você está olhando. E pode brincar: “veja bem!”, “olhe isto e aquilo!”, “considere isso ou aquilo mais!”.

Segundo o Livro das Escrituras Sagradas, A Sabedoria é o fundamento primor do Universo inteiro. Para se manifestar aos homens Ela clama do Alto Céu. O que vem a ser a Sabedoria? Pela palavra Minsulay podemos entender que o Universo está repleto de sentido – isto é, o Verbo de Deus é quem estabeleceu tudo que é eterno desde o Princípio. Também podemos entender que os nomes da Sabedoria é: o Arquiteto; o Baluarte; a Fortaleza; a Rocha Eterna; a Pedra Angular. Eis a reposta diante de nós: tudo que não pode ser abalado – Intaktus – inabalável.

As Escrituras Sagradas contam a história do sábio Jó. Um homem muito temente a Deus. Em meio ao sofrimento se questionou de muitas coisas. Não entendia o porquê das aflições que passava, por ser reto diante do Deus Altíssimo. Então, ficou um tempo ouvindo os conselhos de seus amigos Elifaz, Bildade, Zofar e Eliu. Este último se irou contra Jó porque ele queria ser mais justo que Deus, em meio a sua revolta. Ele foi salvo prontamente pela intervenção Divina, quando entendeu que em meio ao sofrer também estava um bem maior – uma alta habilidade de transformar o Mal em Bem. E enfim, Jó se achou dialogando com Deus.

Então falou a Sublime Sabedoria ao coração de Jó: Quem é este que obscurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? E ainda: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da Terra? E ainda: Quem estendeu sobre a Terra o cordel, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? Isto sucedeu a Jó para que fossem abertos os olhos do coração, para que pudesse contemplar o Eterno e achar sua liberdade! Ele passou a conhecer e entender que a Terra estava cheia da glória Divina. Isto era um Spectrum – ou seja, a Luz Perfeita do Princípio. Onde havia muito prazer quando a mão Divina criava todas as coisas e os anjos adoravam. Um cenário de muito prazer. Um espetáculo universal!

O grande segredo da Divindade era que tudo pudesse ser escrito para que muitas gerações pudessem contempla-lo através da Palavra. Antes da fundação do mundo, a Sabedoria decidiu que as gerações fossem abençoadas com a beleza da verdade. Esta é que verdadeiramente liberta o homem. O prazer de escrever passou a ser ofício dos profetas, sendo Moisés um dos maiores profetas escolhidos. Sua escrita foi designada para ser gravada em pedras. Quando Deus falou a ele: EU SOU. A escrita é eternamente um ato de saber e refletir. Assim como no Princípio o Criador pintava uma tela e dizia: “Isto é muito bom!” E ainda descansava e se alegrava mais uma vez: “Estou em um gozo eterno!”

Diante dos mistérios e segredos do Universo, se esconde a mão do Criador. Uma escrita oculta e perfeita – o dedo do Eterno escreve de forma mui poderosa. Isto é passado como uma dádiva aos filhos dos homens. O prazer de incisar no papel branco e ser criativo o todo tempo! A Alma mui bela sendo revelada na alva. A escrita é um mistério que vem da Voz da Sabedoria – Vorum violi – o vigor da escrita. Sempre muito viva e bela!

A linguagem divina se permite ser conhecida por várias interpretações. O Alto e Sublime tem consigo o verdadeiro segredo das letras. Tome como exemplo a letra A: Adão, Agnus, Arvore. Isto nos remete ao Paraíso – O Jardim do Éden. O lugar mais prazeroso da Terra. Um lugar perfeito para se escrever e sonhar eternamente bem! Essa beldade é designada a poucos. Nas gerações nem todos compreenderam a Luz e o Verbo de Deus – uma promessa de salvação fiel e amparadora. Deus como sustentáculo do Universo de nome SAMINLAY. Neste tempo os olhos humanos estão sendo atraídos a contemplar a beldade Divina por uma linguagem Dêictica – isto é, contemplativa. Isto, desesperadamente, desperta o homem a se dispor ao serviço de sua Deidade. Não há como escapar de inúmeros espetáculos cada um por sua vez!

É de se acreditar que o profeta Moises se alimentou muito diante da Presença do Santo. O qual descobriu o prazer do Paraíso. Nisto, ficou em gozo com as revelações aventureiras do Gênesis – GILY PLETOH – o verdadeiro nome do Jardim que havia descoberto. E passou a viver muito inspirado e foi agraciado por muitas gerações.

O prazer da escrita é uma mania de quem deseja viver com mais vigor e saúde. Já recomendei a pessoas em aflições a ter coragem de escrever ao menos uma vez por dia. Isto é mesmo uma terapia muito poderoso e que vai se estendendo e sendo revelada como o prazer de se olhar no espelho. E fazer várias gargalhadas e se sentir livre! Perceba sempre quando o destino está sorrindo pra você!

O escritor Roland Barthes é a nossa maior referência do prazer da escrita. Ele descobriu que a escrita é como uma mania de educar a alma a ser diariamente um artista das letras. Com esta descoberta passou a ser crítico de cinema e literatura. Barthes também escreveu sobre o prazer do ofício da fotografia – um espetáculo in aeternum. Se descobriu um escritor que não consegue parar de escrever!